A diferença entre os conceitos bíblicos e os alcorânicos sobre a mulher

14:52 - 2018/06/17

A diferença entre os conceitos bíblicos e os alcorânicos sobre a mulher está muito longe . A mulher, na concepção alcorânica, tem o direito de argumentar, mesmo com o Profeta do Islam. Ninguém tem o direito de instruí-la a ficar calada , mas  na posição conceitos bíblicos elas se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja .

mulher

A diferença entre os conceitos bíblicos e os alcorânicos sobre a mulher não está limitada apenas ao seu nascimento, ela vai muito mais longe. Comparemos as suas atitudes em relação à mulher, tentando aprender a sua religião. O coração do judaísmo é a Tora, a lei. Contudo, de acordo com o Talmud, "as mulheres estão isentas de estudarem a Tora".

Alguns rabinos declaram firmemente "é preferível que as palavras da Tora sejam destruídas pelo fogo a serem partilhadas com uma mulher", e "aquele que ensina à sua filha a Tora é como se ele lhe ensinasse a obscenidade.
A atitude de São Paulo no Novo Testamento não é mais inteligente: as vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja." (I Coríntios 14:34/35)
Como pode a mulher instruir-se se não lhe é permitido falar? Como pode uma mulher crescer intelectualmente se é obrigada a um estado de completa submissão? Como pode ela delinear os seus horizontes, se sua única fonte de informação é o seu marido em casa?
Agora, para ser gentil, devemos perguntar: A posição alcorânica é diferente? Uma pequena história narrada no Alcorão resume a sua posição concisamente.

Khaula era uma muçulmana, cujo marido Aws declarou, em um momento de raiva: "Para mim você é como as costas de minha mãe". Isto era tomado como uma declaração de divórcio pelos árabes pagãos e liberava o marido de qualquer responsabilidade conjugal, mas não deixava a esposa livre para deixar a casa do marido ou para se casar de novo. Tendo ouvido estas palavras de seu marido, Khaula estava numa triste situação.

Ela foi imediatamente ao Profeta do Islam para apelar para o seu caso. O Profeta era da opinião de que ela deveria ser paciente, desde que parecesse que não havia outro caminho. Khaula continuou questionando o Profeta, na esperança de salvar o seu casamento. Num curto espaço de tempo o Alcorão interveio; o apelo de Khaula foi aceito. O veredito divino aboliu este costume iníquo. Uma surata inteira do Alcorão, intitulada “Al Mujádala” (A Discussão),ou "A mulher que argumentou", foi revelada após este incidente:
"Em verdade, Allah escutou a declaração daquela que argumentava contigo, acerca do marido, e se queixava (em oração) a Allah. Allah ouviu vosso diálogo, porque é Oniouvinte, Onividente.[1]
A mulher, na concepção alcorânica, tem o direito de argumentar, mesmo com o Profeta do Islam. Ninguém tem o direito de instruí-la a ficar calada. Ela não é obrigada a considerar o seu marido como a única referência em matéria de lei e religião.[2]

 

[1] . o Alcorão sagrado.c58,v1

[2] . A Mulher no Islam ,p 19

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