Nahjul Balagha Sermão nº 1

12:56 - 2021/08/03

-A clássica seleção de sermões, cartas e ditos do Imam Ali ibn abi Taleb (que a paz esteja com ele), o Príncipe dos Fiéis, compilada pelo grande sábio Sharif al-Radhi. Esta obra é a segunda mais importante na literatura ética-moral islâmica, ficando atrás apenas do Alcorão Sagrado, e é um retrato fiel do caráter, eloquência e grandiosidade do Imam Ali (que a paz esteja com ele).

Nahjul Balagha Sermão nº 1

(Neste sermão, Amirul Muminin (A.S.) relembra a criação da terra e do céu, a criação de Adão (A.S.), e cita a peregrinação (Hajj).
Abrange o louvor a Deus, a criação do mundo, dos anjos, a escolha dos profetas, o advento do Profeta Muhammad (S.A.A.S.), o Alcorão e os preceitos legais).
“Louvado Seja Deus cuja dignidade não pode ser descrita pelos narradores, cujas benesses não podem ser contadas pelos que calculam, e cuja grandiosidade não pode ser imaginada pelos mais diligentes; aquele que os devaneios do intelecto não podem alcançar; aquele para cuja descrição nenhum limite foi estabelecido, para o qual não existe encômio, nenhum tempo estipulado, e nenhuma duração fixada.

Fez surgir a criação por meio de sua Onipotência, disseminou os ventos através de sua compaixão, e tornou firme com rochas à terra ondulante.
A principal coisa na religião é o conhecimento quanto a ELE; a perfeição do conhecimento quanto a ELE está em o testificarmos; a perfeição de o testificarmos está em crermos na sua Unicidade; a perfeição de crermos na sua Unicidade está em o considerarmos Puro; a perfeição de o considerarmos Puro está em lhe negarmos a caracterização, porque qualquer caracterização é diferente que é caracterizado e o caracterizado é diferente da caracterização. Assim, qualquer um que descreve a Deus lhe reconhece um semelhante; e qualquer um que lhe reconhece um semelhante considera-o como sendo dois; e qualquer um que lhe considera como sendo dois reconhece partes Dele; e qualquer um que reconhece partes Dele, engana-se quanto a ELE; e quem se engana quanto a ELE faz-lhe insinuações; e aquele que lhe faz insinuações admite-lhe limitações; e aquele que lhe admite limitações o inúmero. Aquele que diz que ELE está em algo sustenta que ELE está contido; aquele que diz que ELE está sobre algo sustenta que não esteja sobre nada mais. ELE é um ser, mas não pelo fenômeno de ter-se tornado um ser. ELE existe, mas não provindo da não-existência.

Está junto a tudo, mas não em termos de proximidade física. É diferente de tudo, mas não com separação física. ELE age, mas destituído de conotação de movimentos e instrumentos. ELE vê, mesmo quando nada ou ninguém há para ser visto entre a sua criação.ELE é apenas Único, de tal forma que não há ninguém junto a ELE, que lhe faça companhia ou de quem sinta falta.

A criação do Mundo

Iniciou a criação do mundo como devia ser iniciada, e a iniciou de forma original, sem a submeter a reflexões, sem fazer uso de qualquer experimento, sem inovar qualquer movimento e sem experimentar qualquer aspiração da mente. Distribui a todas as coisas o seu devido tempo, juntou-lhes as variações, deu-lhes as propriedades e lhes determinou as feições, pois, as conhecia antes mesmo de as criar, sabendo plenamente de suas limitações e de seus limites, aquilatando suas inclinações e potencialidades. Quando o Todo-Poderoso criou as camadas da atmosfera, a expansão do firmamento e as correntes de vento, criou também as águas cujas ondas estavam revoltas, e cujos vagalhões saltavam uns sobre os outros. Saturou de água o vento precipitado e os tufões avassaladores, ordenando-lhes que a fizessem descer (em forma de chuva); e deu ao vento controle sobre o vigor das chuvas, e o familiarizou com as suas limitações. O vento soprava sob a água, ao passo que esta espalhava-se furiosamente sobre ele.

Então o Todo-Poderoso controlou o vento e tornou seu movimento estável, perpetuou-lhe a posição, intensificou seu movimento e o espalhou no sentido da latitude e longitude. Então ordenou ao vento que levantasse as águas profundas e que intensificasse as ondas dos oceanos. Assim, o vento as remexeu e as agitou (como se bate um creme), e as empuxou resolutamente para o firmamento, atirando sua parte frontal para trás, e o que estava fixo, para a correnteza, até que seu nível ficou elevado, e superfície cheia de espuma.

Então o Todo-Poderoso elevou a espuma para o vasto firmamento, e fez, então os sete céus, aquele mais baixo, como uma ondulação estacionária e aquele mais alto, como um teto protetor, constituindo ambos, um edifício alto sem qualquer coluna a o sustentar, sem quaisquer estacas a o segurar. Então ELE decorou o céu com estrelas e com a luz dos meteoros, e pendurou nele o sol brilhante e a lua reluzente, sob o céu envolvente, o teto que se desloca e o firmamento rotativo. Continua…

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