Nahjul Balagha Sermão nº 83 (1)

13:53 - 2021/09/13

-A clássica seleção de sermões, cartas e ditos do Imam Ali ibn abi Taleb (que a paz esteja com ele), o Príncipe dos Fiéis, compilada pelo grande sábio Sharif al-Radhi. Esta obra é a segunda mais importante na literatura ética-moral islâmica, ficando atrás apenas do Alcorão Sagrado, e é um retrato fiel do caráter, eloquência e grandiosidade do Imam Ali (que a paz esteja com ele).

Nahjul Balagha Sermão nº 83 (1)

 

 

Este sermão é denominado Gharra, e é um dos mais maravilhosos sermões de Amirul Muminin (A.S.)

Louvado seja Deus, que está acima de tudo o mais e está perto da criação através de sua benevolência. Ele é o dispensador de toda recompensa e distinção, e o dispersador de todas as calamidades e asperezas. Louvo-o por sua contínua misericórdia e suas copiosas bênçãos. Creio nele porquanto é o Primeiro de tudo e está manifesto. Busco sua diretriz, porquanto está próximo e é o Guia. Busco o seu socorro porquanto é poderoso e subjugador. Dele dependo, porque é suficiente e apoiador. E presto testemunho de que Mohammad, que as bênçãos de Deus estejam com ele e com seus descendentes, é o seu servo e seu profeta. Deus o enviou para que reforçasse as suas injunções, para que esgotasse suas justificativas e para que apresentasse as admoestações quanto ao castigo eterno. Ó! Criaturas de Deus, aconselho-vos a que temais a Deus, o qual tem fornecido exemplos ilustrativos e estipulado a duração de vossas vidas. Deu-vos roupas para vos cobrirdes e disseminou-vos os meios de subsistência. Rodeou-vos com os seus conhecimentos. Ordenou as recompensas. Concedeu-vos vastas benesses e extensas dádivas. Admoestou-vos com argumentos de longo alcance e vos contou por números. Fixou-vos o tempo neste lugar de provação e nesta casa de instrução. Vós passais por um teste neste mundo, sendo que tereis de prestar contas disso. Em verdade, este mundo é um lugar de água suja e um chafariz de água enlameada. Sua aparência é atraente e seu interior é destrutivo. É uma decepção sutil, um reflexo fugidio e um pilar inclinado. Sempre que seu depreciador começa a gostar dele, e aquele que não está familiarizado se sente satisfeito com ele, o mundo se levanta e finca o pé, aprisiona-o em sua armadilha. Faz dele o alvo para suas setas e lhe põe a corda da morte em torno do pescoço, levando-o para o estreito túmulo e para a tenebrosa morada, a fim de lhe mostrar a sua estadia e a recompensa pelos seus atos. Isso tem continuidade, de geração para geração. Nem a morte impede de separá-los, nem os sobreviventes ficam isentos de cometer pecados. Eles rivalizam-se mutuamente e, avançam em grupos rumo ao objetivo final e ao encontro com a morte, até que a questão chegue a um desfecho, o mundo desapareça e a ressurreição se aproxime; aí Deus os retirará das arestas dos túmulos, ou dos ninhos das aves, das cavernas dos animais, se tiverem sido devorados, e dos centros de morte. Eles se apressarão ao comando de Deus e correrão rumo ao local fixado para o seu retorno final, grupo a grupo, quietos, de pé, e distribuídos em fileiras. Ficarão ao alcance da visão de Deus e ouvirão qualquer um que os chamar. Estarão vestidos com a desesperança e cobertos de submissão e indignidade.

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