Nahjul Balagha Sermão nº 155

12:34 - 2021/10/17

-A clássica seleção de sermões, cartas e ditos do Imam Ali ibn abi Taleb (que a paz esteja com ele), o Príncipe dos Fiéis, compilada pelo grande sábio Sharif al-Radhi. Esta obra é a segunda mais importante na literatura ética-moral islâmica, ficando atrás apenas do Alcorão Sagrado, e é um retrato fiel do caráter, eloquência e grandiosidade do Imam Ali (que a paz esteja com ele).

Nahjul Balagha Sermão nº 155

Sobre a maravilhosa criação do morcego
“Louvado seja Deus que é de tal modo, que não é possível descrevermos a realidade do conhecimento sobre ELE, uma vez que a sua grandiosidade restringe os intelectos, estes não podem encontrar meios de se aproximar do fim do seu domínio. Ele é Deus, o Veraz, o manifestador da verdade. É mais verdadeiro e está manifesto que os olhos podem perceber.
As mentes não o podem compreender por meio de lhe fixar limites, porque, nesse caso, ser-lhe-ia atribuída uma forma. A imaginação não o pode aquilatar ou lhe fixar tamanho, porque assim, ser-lhe-ia atribuído um corpo.
Criou as criaturas sem qualquer molde e sem parecer ou conselho, sem assistente ou ajudante. Sua criação foi completada pela sua ordem e se curvou em obediência a ELE. Ela lhe respondeu e não se opôs. Obedeceu e não resistiu.
Criação do morcego
Um exemplo de sua sutil produção, maravilhosa criação e profunda sabedoria, que ELE nos mostrou, é encontrado nos morcegos, que ficam escondidos durante o dia, embora a luz do dia revele tudo o mais, e se movem durante a noite, embora a sombra da noite encubra todos os outros seres viventes; e em como seus olhos se ofuscam, não podem fazer uso da luz do sol para se direcionarem, e por alcançarem os seus lugares conhecidos através da direção fornecida pelo sol.
Deus lhes proibiu movimentarem-se á luz do sol, e os confinou aos seus lugares de esconderijo, ao invés de saírem para o claro.
Porquanto conservam as pálpebras cerradas durante o dia e utilizam os olhos como lâmpadas e saem, com a ajuda delas á noite, em busca da sobrevivência. A escuridão da noite não lhes obstrui a visão, tampouco a letargia da escuridão lhes impede os movimentos.
Tão logo o sol retira o manto da noite e a luz da manhã surge e seus raios penetram nas tocas dos lagartos, os morcegos cerram suas pálpebras e come do que coletaram na escuridão da noite.
Glorificado seja ELE que fez a noite como dia para que eles pudessem procurar a subsistência e fez o dia como o tempo de descanso e permanência. Deus lhes deu asas de carne com as quais, no tempo necessário, se elevem e voem. Parecem-se com extremidades de orelhas, sem penas ou ossos. Porém, podemos ver distintamente as veias. Têm duas asas que não são nem finas demais que se dobrem durante o vôo, nem grossas demais que se tornem pesadas. Quando voam, seus filhotes se grudam neles e buscam refúgio neles, abaixando-se quando se abaixam, levantando-se quando se levantam. Os filhotes não os abandonam até que seus membros fiquem fortes, suas asas possam suportar o peso quando se elevem e comecem a reconhecer os seus habitats de subsistência. Glorificado seja ELE que cria tudo sem modelo prévio feito por outro senão ELE.”

 

 

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