As realidades do emprego das mulheres nos países ocidentais I

11:30 - 2022/12/03

-Um dos critérios que é levado em conta no que diz respeito à posição das mulheres em diferentes países é sua presença em diversos empregos.

As realidades do emprego das mulheres nos países ocidentais I

As realidades do emprego das mulheres nos países ocidentais 

Às vezes, em crises políticas, os países ocidentais utilizam a tema do emprego da mulher para pressionar certos governos, especialmente dos países islâmicos. Enquanto o que o Ocidente apresenta como indicadores do progresso da mulher é só a aparente presença de um número determinado de mulheres em alguns cargos, a verdade é que, durante este período de transição, a mulher ocidental esteve submetida a uma dupla opressão, e o único benefício do capitalismo para as mulheres tem sido empregos com salários mínimos.

O emprego da mulher fora do lar, como os outros fenômenos sociais, evoluiu em diferentes períodos da vida humana. Desde os tempos antigos, as mulheres trabalharam, ao lado dos homens, nos setores da agricultura, a pecuária, a artesanato e mesmo no exército, além das tarefas domésticas.

Nas épocas em que a família se considerada uma unidade econômica, o papel produtivo da mulher se realizava na casa ou perto do mesmo e formava parte das tarefas domésticas e, naturalmente, a mulher não recebia salário em troca.

Com a aparição da Revolução Industrial na Europa Ocidental, mudanças importantes surgiram na forma e o conceito de trabalho, e a atividade econômica da mulher se transferiu da casa para a fábrica. A Segunda Guerra Mundial e a morte de milhões de homens da sociedade europeia conduziram à eliminação da força laboral e ao aumento dos salários dos homens que ainda seguiam trabalhando nas fábricas. Por isso, os capitalistas europeus foram estimulados a utilizar uma mão de obra mais barata com a mesma rentabilidade que os homens.

As realidades do emprego das mulheres nos países ocidentais 

As realidades do emprego das mulheres nos países ocidentais 

Naquela época, as mulheres que trabalhavam nas fábricas, com mais de 12 horas de trabalho, cobravam um terço a menos que os homens, o que incentivava os empregadores a preferir contratar mulheres. Foi assim que o emprego das mulheres ocidentais e o que elas ganhavam se interpretaram como elementos da Liberdade feminina.

Will Durant, filósofo e historiador estadunidense, se refere a esse assunto em seu livro "os prazeres da filosofia" assim:"a emancipação da mulher foi um incidente da Revolução Industrial".

Muitos pesquisadores coincidem em que o aumento da participação da mulher na atividade econômica se deveu à premente necessidade das sociedades industrializadas de mão de obra barata, não a querer elevar a posição e dignidade do coletivo feminino. Desde o início da Revolução Industrial, as mulheres trabalham em diferentes campos econômicos, mas o trato do Ocidente com elas nunca se baseou na igualdade entre homens e mulheres.

Isso é um fato que confirmam as estatísticas oficiais de organizações nacionais e internacionais. Muitas evidências demonstram que, no que se refere ao salário e qualidade do trabalho, as mulheres ocidentais são inferiores aos homens. Em um relatório publicado em 2015 sobre o estado de trabalho da mulher nos países ocidentais, a Agência das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento da mulher, também conhecida como ONU Mulheres, precisa que hoje em dia aumentou o número das mulheres em distintas ocupações, mas a maioria delas tem empregos secundários e parciais, e os trabalhos importantes e com altos salários são geralmente monopólios dos homens. De acordo com os números fornecidos pela ONU Mulheres, a taxa da participação feminina na força laboral na América do Norte, Canadá e Austrália é de 64%, na Europa Ocidental 62% e na Europa Central e oriental 50%. No entanto, no total, 63% das mulheres trabalhadoras têm empregos de baixo nível.

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