O propósito da religião

19:15 - 2023/03/18

- O homem, como um elemento da sociedade, não tem escolha senão possuir e perseguir uma meta. É orientado na busca de sua meta pela senda correspondente e pelas leis que necessariamente devem acompanhar seu plano de ação.

O propósito da religião

 O propósito da religião

Se a sociedade for religiosa, seu governo refletirá essa religiosidade; se for secular, será regulada por um código de lei correspondente. Se uma sociedade não for civilizada, ou bárbara, um código de comportamento imposto por um tirano surgirá, do contrário, o conflito de vários sistemas ideológicos dentro dela produzirá um estado sem lei.O Alcorão afirma essa noção quando diz que “Cada qual tem um objetivo traçado, empenhai-vos, pois, na prática das boas ações...” (C.2 – V.148).

Na linguagem alcorânica, a palavra “din” basicamente é aplicada a um caminho, um modelo de vida, e nem o crente, nem o descrente estão desprovidos de uma senda, seja esta profética ou produzida pela mente humana.

Deus, exaltado seja, descreve os inimigos do din divino (religião) como os “... que afastam os demais da senda de Deus, tornando-a tortuosa...” (C.7 – V.45). Este versículo demonstra que o termo “Sabil Allah” - a senda de Deus - empregado no versículo se refere ao “din al ftrah” - o modelo inerente da vida humana pretendido por Deus. Também indica que mesmo aqueles que não acreditam em Deus executam Seu din, muito embora o façam de um modo desviado, esse desvio, que se torna seu din, se encontra também no âmbito do programa de Deus.

A melhor e mais fundamentada senda na vida para o homem é a que é ditada por seu ser inato e não pelos sentimentos de algum indivíduo ou sociedade. Um exame cuidadoso de qualquer parte da criação revela que, desde o seu princípio, é guiada por um propósito inato no sentido de cumprir sua natureza no curso da mais apropriada e mais curta senda; cada aspecto de cada parte da criação é preparado para realizar isso, atuando como um protótipo para a definição da natureza de sua existência. De fato, tudo na criação, seja animado ou inanimado, é criado desse modo.

  O propósito da religião

Como um exemplo, podemos dizer que um broto, surgindo de uma única semente na terra, é “ciente” de sua existência futura como uma planta que produzirá um ramo de trigo. Por meio de suas características inerentes, o broto adquire vários elementos minerais para o seu crescimento a partir do solo e para as alterações seguintes, dia após dia, na forma e no fortalecimento até que se torne um grão completamente maduro para portar a planta, e assim chega ao fim seu ciclo natural.

De modo semelhante, se investigarmos o ciclo de vida da nogueira, observaremos que esta também é “ciente” desde o início, quanto a seu propósito específico na existência, isto é, se tornar uma frondosa nogueira. Alcança essa meta se desenvolvendo de acordo com suas características inerentes; não segue, por exemplo, o curso do pé de trigo, da mesma maneira que este não segue o modelo de vida da nogueira. Uma vez que cada objeto criado que forma o  mundo visível está sujeito à mesma lei geral, não há razão para duvidar que o homem, como uma espécie da criação, não esteja igualmente sujeito. De fato, suas aptidões físicas formam a melhor prova dessa lei, como o resto da criação é permitido a ele realizar seu propósito, alcançar a máxima felicidade na vida.

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