O Alcorão é o Livro das Leis

19:47 - 2023/03/19

- Observamos que o homem, na realidade, se orienta à felicidade e ao bem-estar simplesmente pela aplicação das leis fundamentais inerentes à sua própria natureza.

O Alcorão é o Livro das Leis

  O Alcorão é o Livro das Leis

Essa lei é confirmada por Deus no Alcorão, por intermédio de seu profeta Moisés, quando ele diz, “Nosso Senhor, foi Quem deu a cada coisa sua natureza; e em seguida, encaminhou-a”. (C.20 – V.50).E é ainda explicado no capítulo 87, versículos 2 e 3, “Ele que criou e aperfeiçoou tudo; que tudo predestinou e encaminhou”.

Quanto à criação e a natureza do homem, o Alcorão diz, “Pela alma e por quem a aperfeiçoou; e lhe imprimiu o discernimento entre o certo e o errado, que será venturoso quem a purificar e desventurado quem a corromper”. (C.91 – V. 7 a 10) Deus impõe como encargo ao homem o “esforço no sentido de uma sincera aplicação do din” (isto é, o ftrah de Deus ou o código natural de comportamento sobre o qual Ele criou o gênero humano), já que “a criação de Deus é imutável (em suas leis)”. (C.30 – V.30)

Ele (Deus) também diz que: “Para Deus, a religião é o Islam” (C.3 – V.19). Aqui, Islam significa submissão, o método de submissão a essas mesmas leis. O Alcorão, além disso, alerta que “(as ações) de quem almeja outro din, que não seja o Islam, jamais serão aceitas...” (C.3 - V85). O ponto essencial dos versículos supramencionados, e das demais referências ao mesmo tópico, é que Deus guiou toda criatura, quer seja humana, animal ou vegetal - a um estado de bem-estar e plenitude apropriado a sua formação individual.

Assim, a senda adequada ao homem se encontra na adoção das leis pessoais e sociais específicas a seu próprio ftrah (natureza inata) e no afastamento das pessoas que se tornaram “desnaturadas” por seguirem suas próprias noções ou paixões. Está claramente frisado que o ftrah, longe de negar os sentimentos e as paixões humanas, concilia cada um deles a seu apropriado desígnio e permite que as conflitantes necessidades espirituais e materiais do homem sejam satisfeitas de um modo harmonioso.

Portanto, podemos concluir que o intelecto (aql) deve governar o homem nas questões pertinentes às decisões individuais ou pessoais, e não seus sentimentos. De modo semelhante, a verdade e a justiça devem governar a sociedade e não os caprichos de um tirano ou mesmo a vontade da maioria, se esta vontade for contrária ao verdadeiro benefício da sociedade. Disso concluímos que somente Deus está habilitado a estipular as leis, uma vez que as únicas leis proveitosas ao homem são as que são feitas segundo sua natureza inata.

O que também resulta disso é que as necessidades humanas, que surgem de circunstâncias externas e de sua realidade interior, somente são atendidas por meio da obediência às orientações (ou leis) de Deus.

Essas necessidades podem surgir mediante eventos além do controle do homem ou como resultado das exigências naturais de seu corpo. Ambos se encontram no âmbito do plano da vida que Deus designou para o homem.Pois, o Alcorão diz, “a decisão compete somente a Deus...” (C.12 – V.40, 67) que significa dizer que não há autoridade (sobre o homem, a sociedade, o visível ou o invisível) senão a de Deus.

Sem um plano de criação específico, fundamentado na inclinação inata do homem, a vida seria infrutífera e sem sentido. Podemos entender isso apenas por meio da crença em Deus e um conhecimento de Sua unicidade, como foi explicado no Alcorão.

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