O Islã e justiça de Deus

11:09 - 2017/02/07

A fé de que Deus, o Altíssimo, estabeleceu suas leis na Justiça e a imprimiu em toda sua criação, ordenando-a ao Homem. Assim, Deus é justo e equitativo em todas suas ações e em todos seus decretos. Nenhuma de suas ações ou decretos comporta injustiça, ou erro. A injustiça é um atributo maléfico, e por Deus ser isento deste atributo, representa a justiça em si, e nos convida sempre a praticá-la e pregá-la entre as pessoas. Assim, devemos completar esta tarefa nos opondo a qualquer tipo de injustiça e opressão na sociedade. Dessa forma, a doutrina islâmica objetiva uma vida repleta de paz e segurança para toda a humanidade.

O Islã e justiça de Deus

O Islã e justiça de Deus

A ordem divina do estabelecimento da justiça está presente na essência de todos os aspectos do Islam. Este propósito é frisado do começo ao fim do Alcorão, em que a religião é apresentada como um restabelecimento do equilíbrio ou harmonia original entre os Direitos Divinos (de adoração, obediência) e os direitos das criaturas. Por outro lado, a descrença, as transgressões ou pecados são apresentados como “dzulumat” (injustiças). A própria razão da Profecia e missão dos Profetas e Mensageiros é declarada no Alcorão da seguinte maneira:

“Enviamos os Nossos mensageiros com as evidências: e enviamos, com eles, o Livro e a balança, para que os humanos observem a justiça…” (1)

Entretanto, a perspectiva de JUSTIÇA, tal como é apresentada no Alcorão, tem um caráter abrangente e complexo, onde o restabelecimento da justiça trata-se de um plano global. Na verdade, o Islam não considera um verdadeiro restabelecimento da justiça nada que seja restrito a um determinado aspecto da vida humana, que não corresponda a um melhoramento voltado tanto para a esfera política, social, espiritual e individual.
Deus, em Sua Onipotência, jamais oprimiria sequer no peso de um átomo, seja na Terra ou no espaço, e tampouco permite aos homens oprimirem-se uns aos outros, pois a Justiça é uma das qualidades completas de Deus, o Qual não age e não ordena algo que contrarie os interesses, a prudência e a sabedoria.
O Alcorão Sagrado:
“Deus dá testemunho de que não há divindade senão Ele, e os anjos e sábios O confirmam Justiceiro, não há divindade exceto Ele, o Poderoso, Prudentíssimo”. (2)

Não há tirania em Sua execução e nem injustiça em Sua prudência. Ele recompensa os obedientes e castiga os insubmissos e jamais usa o que a razão abomina. E tudo que Ele ordena e adverte em Sua doutrina está em concordância com a qualidade inata e a mente sã, sem que haja uma contrariedade ou indiferença. Ele, em Sua benevolência, não faz o obediente entrar no Inferno e nem o insubmisso entrar no Paraíso.
O Islam acautelou contra o apoio aos tiranos e a anuência às suas ações, pois aquele que concorda e apoia os procedimentos do opressor, não passa de cúmplice no favorecimento da tirania e na ruína do esclarecimento da Justiça.
Disse o Imam Amir al-Muminin Ali (A.S.): “Por Deus! Se me fossem dados os sete mundos junto com tudo que existe abaixo dos céus para que eu desobedecesse a Deus na medida do ato de pegar um grão de cevada de uma formiga, eu não o faria”. (3)

 

1. O Alcorão Sagrado: (C.57 – V.25)
2. O Alcorão Sagrado: (C. 3, V. 18)
3  Nahjul-Balagha, p. 347

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