A opinião dos autores não-muçulmanos sobre a Revelação e a Profecia

15:40 - 2023/04/08

- A maioria dos escritores contemporâneos que se interessam sobre as diferentes religiões e ideologias adotam o seguinte ponto de vista acerca do Alcorão: dizem que o profeta foi um gênio social que surgiu para salvar a sociedade das convulsões da decadência de uma situação de barbárie e para emancipá-la à condição de berço da civilização e da liberdade.

A opinião dos autores não-muçulmanos sobre a Revelação e a Profecia

A opinião dos autores não-muçulmanos sobre a Revelação e a Profecia

Eles afirmam que ele convocou na sua profecia os homens às suas próprias ideias de comportamento sincero e puro, dando-lhes uma forma religiosa abrangente e uma ordem. Alegam que ele possuía uma alma pura e imensa ambição; que viveu numa época de particular obscurantismo e ignorância; em que apenas se via a lei da força, o simplório recitar de versos, o caos social e o egoísmo, o roubo, o saque e a selvageria.

Descrevem como ele se sentia atormentado por testemunhar essas coisas, e que, às vezes, quando dominado pelo sofrimento de presenciar tudo isso, se retirava do meio social e passava dias na solidão da caverna nas montanhas Tihamah; (que ali) se maravilhava ao ver o firmamento e seus astros brilhantes, o mar, o deserto e todos os meios preciosos deixados pelo Criador a disposição do homem.

Ele ficava angustiado com o mau comportamento e a ignorância dos que o rodeava, que abandonavam uma vida de bem-estar e felicidade por uma tormentosa sucessão de hábitos bestiais. Tais sentimentos sempre acompanhavam o Profeta; ele suportou essa dor e esse aborrecimento até chegar a seus quarenta anos quando, de acordo com os autores não-muçulmanos contemporâneos, arquitetou um plano para salvar os seus do lamentável estado de nomadismo, libertinagem, egoísmo e caos social. Esse plano, que se chamou “religião do Islam” foi o mais adequado para a época.

O Profeta, sendo de caráter puro e sincero, percebeu que suas ideias sublimes eram a palavra de Deus e a Revelação Divina que foram infundidas nele por meio de sua natureza virtuosa. Sua boa vontade e seu espírito benevolente, dos quais seus pensamentos se originavam, e a paz estabelecida em seu coração, foram denominados de Espírito Fiel ou Gabriel, o anjo da revelação.

Além disso, segundo essa opinião contemporânea sobre Mohammad, ele percebia as forças da bondade e da felicidade na natureza como Anjos e todas as forças da maldade como demônios e os gênios. Chamou então sua própria tarefa, a qual tinha realizado de acordo com sua própria consciência, de Profecia, e intitulou-se “o comunicador da mensagem divina”. Contudo, essa explicação provém daqueles escritores que afirmam a existência de Deus ou ao menos de algum tipo de força natural, e que dão alguma importância à Religião do Islam, muito embora apenas em nome da justiça e da afirmação livre de preconceitos.

Quanto àqueles que negam peremptoriamente a existência de um Criador, veem a Profecia, a revelação, os deveres religiosos, a recompensa e a punição, o fogo infernal e os jardins paradisíacos como mera política religiosa, um meio de, em nome da religião, se alcançar os próprios fins. Estes, dizem que os profetas foram reformadores que produziram mudança social em nome da religião. Argumentam que, uma vez que os homens das eras passadas se encontravam afundados na ignorância e na adoração supersticiosa, os profetas mantiveram a ordem religiosa dentro de um modelo de crendices sobre a origem da Criação e do dia final a fim de alcançar seu propósito de reforma.

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