A violência contra as mulheres ocidentais no âmbito do trabalho II

19:30 - 2022/11/29

-A violência contra a mulher é um dos casos mais extensos de abuso dos Direitos humanos no mundo de hoje, que além de gerar muitos problemas individuais e sociais, criou uma barreira no caminho do progresso das sociedades.

A violência contra as mulheres ocidentais no âmbito do trabalho II

A violência contra as mulheres ocidentais no âmbito do trabalho

Continuação do artigo anterior:

O escritor francês Simone De Beauvoir, em seu livro "O Segundo Gênero", examinou os assédios sexuais contra as mulheres na França e denunciou que elas sofrem abusos desta índole, particularmente nos trabalhos do setor têxtil. Os empregadores costumam preferi-las aos homens. Elas fazem um trabalho melhor em troca de um salário mais baixo e têm mais fácil em abusar das trabalhadoras jovens. Este contexto vergonhoso mostra a triste história do trabalho das mulheres no Ocidente. Com base em uma sondagem publicada recentemente, de cada 5 mulheres que trabalham na França, uma se expõe a assédio sexual.

O sociólogo estadunidense Anthony Giddens considerou o assédio sexual da mulher no ambiente de trabalho no Ocidente como um fenômeno "muito comum". Em seu julgamento, o assédio sexual afeta diretamente a boa parte das mulheres assalariadas. Giddens, em referência a todo tipo de assédio sexual das mulheres no ambiente de  laboral e escreve:

"O assédio sexual no local de trabalho pode ser definido como o uso da autoridade ocupacional ou do poder a fim de impor desejos sexuais. Isso pode tomar formas violentas, como quando a uma funcionária se lhe diz que ou deve aceitar uma relação sexual, ou será despedida.

A maioria de todos os tipos de assédio sexual são até certo ponto muito astutos; por exemplo, fazer entender que ceder aos desejos sexuais reportará outras recompensas ou, se esses desejos não se cumprem, haverá certa punição, como evitar a promoção".

A violência contra as mulheres ocidentais no âmbito do trabalho II

A violência contra as mulheres ocidentais no âmbito do trabalho 

Tal processo existe abertamente mesmo entre os uniformizados nos países ocidentais. No Exército dos EUA, de cada 3 mulheres, pelo menos uma é estuprada. Os números mostram que 90% das mulheres das Forças armadas dos EUA foram estupradas durante a guerra do Golfo Pérsico.

Além disso, o exército britânico registra mais de 240 arquivos sobre violação e assédio sexual de suas forças femininas nos últimos 5 anos. Certamente, cada vez há um número maior de vítimas desse tipo de violência, mas não se fala nada sobre isso.

Anika Flensborg,  encargada imprensa da organização pro direitos humanos Anistia Internacional, aludindo a essa realidade em uma entrevista e disse: "A violência contra a mulher é geralmente oculta e muitas das mulheres nestas sociedades têm vergonha de contar o que lhes aconteceu e guardam silêncio. Um número muito pequeno delas está disposto a falar sobre o tratamento violento que enfrentou".

O silêncio dessas mulheres deve ser atribuído à fraca atuação das instituições responsáveis. Os assédios sexuais no ambiente de trabalho não se limitam a assédios triviais, pois, em alguns casos, também levam a espancamentos e até mesmo assassinato. O ambiente laboral nos Estados Unidos para as mulheres é tal que a principal causa da morte das trabalhadoras é o assassinato cometido por seus colegas.

Catherine Bell, especialista em doenças contagiosas do Instituto Nacional para a segurança e Saúde Ocupacional nos EUA, sustenta que, se uma mulher morre de ferimentos sofridos no ambiente de trabalho, estejam seguros que foi assassinada.

Assim se pode dizer que a presença e a participação igual das mulheres nos ambientes de trabalho fora de casa, junto a colegas masculinos —algo que sempre foi promovido por movimentos feministas—não teve outro resultado que a humilhação e o insulto para elas, além de assédio, violência sexual, espancamentos e até assassinato por parte dos colegas masculinos.

Foi traduzido do site: https://parstoday.com/es/radio/programs

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